Supervisão presencial em psicanálise

A supervisão em psicanálise constitui um dos pilares fundamentais da formação constante de um analista, junto da análise pessoal e dos estudos teóricos.

supervisao em psicanáliseO psicanalista Grimberg (1975) definiu a supervisão em psicanálise como um processo complexo de aprendizagem e transmissão no qual um terapeuta mais experiente se reúne com um terapeuta em formação para que, juntos, possam discutir o material clínico e ter um “segundo olhar” sobre o que está se passando naquela dupla específica.

Antecedentes históricos

A prática de reavaliar o trabalho clínico junto de um paciente pode ser encontrada extensivamente em Freud quando ele elaborava seus textos teóricos e clínicos, mas também quando trocava impressões sobre sua auto análise ou sobre seus casos com interlocutores como Fliess e outros.

Objetivos da supervisão em psicanálise

A supervisão em psicanálise é uma atividade formadora, complementar à análise pessoal do psicólogo interessado em vivenciar em si mesmo a transmissão do saber inconsciente.

Nela o supervisor terá como objetivos:

  1. Auxiliar, por meio da escuta, o supervisionando a elaborar o seu saber inconsciente sobre o seu analisando
  2. Ajudar o supervisionando identificar pontos cegos seus que possam estar paralisando sua escuta analítica e que depois devem ser elaborados em análise.
  3. Auxiliar o supervisionando a sustentar sua posição analítica, esvaziando-se da sua posição de sujeito
  4. Ajudar o supervisionando a se confrontar com o seu desejo de curar e compreender
  5. Auxiliar o supervisionando a compreender qual a estrutura e tipo clínico do analisando, conhecimento imprescindível na orientação da direção do tratamento

Por que um psicólogo normalmente busca supervisão?

Quando um terapeuta demanda supervisão, ele quase sempre está sofrendo pelas demandas excessivas que a tarefa analítica lhe impõe. A partir daí, ele acredita que o supervisor poderá tirá-lo do apuro em que se encontra.

Parte do trabalho de supervisão em psicanálise é questionar esta demanda do supervisionando por saber que, no fundo, revela um temor deste em se responsabilizar pelo seu próprio saber inconsciente que ele já detém sobre o paciente, mas que não pode ou não consegue vir a conhecer sozinho.

Portanto, a supervisão em psicanálise é uma tarefa iminentemente ética em que, supervisor e supervisionando, reúnem-se para, juntos, ampliarem o contato sempre arriscado e fugidio com as verdades do inconsciente.

Interessado(a)?

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