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	<title>Psicologia em Ribeirão Preto</title>
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		<title>O mito de Narciso sob a ótica da Psicanálise</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 12:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões sobre o quotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[Nesta sexta-feira estive no Cinema e Psicanálise e assisti ao filme &#8220;O retrato de Dorian Gray&#8221;, baseado no livro de mesmo título escrito por Oscar Wilde. Vale lembrar que, além deste filme, há outras filmagens da mesma obra, embora eu não as tenha visto. Grande parte das discussões após a exibição do filme giraram em [...]<h4>Nenhum post relacionado </h4>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-502" title="Mito de Narciso" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/250px-Michelangelo_Caravaggio_065-247x300.jpg" alt="Mito de Narciso" width="247" height="300" />Nesta sexta-feira estive no Cinema e Psicanálise e assisti ao filme &#8220;O retrato de Dorian Gray&#8221;, baseado no livro de mesmo título escrito por Oscar Wilde. Vale lembrar que, além deste filme, há outras filmagens da mesma obra, embora eu não as tenha visto.</p>
<p style="text-align: justify;">Grande parte das discussões após a exibição do filme giraram em torno da temática do narcisismo. Como o propósito do post não é analisar o filme e sim o narcisismo, sugiro que leiam a obra de Oscar Wilde e assistam ao filme para compreender melhor a discussão.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante disso, resolvi revisitar mais uma vez o mito de Narciso e passo agora a descrevê-lo na íntegra para que nenhum detalhe se perca.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-501"></span></p>
<h2 style="text-align: justify;">O mito:</h2>
<p style="text-align: justify;">Narciso, em grego  <em>Nárkissos </em>(<em>nárkes</em>= torpor, de onde deriva a palavra narcótico), era filho de Liríope e Cefiso. Sua mãe muito assustada com a beleza do filho foi procurar o sábio Tirésias que tinha a capacidade de ver o futuro. Ela perguntou se Narciso viveria até ficar velho e ele responde: &#8220;Sim, desde que não veja a própria imagem&#8221;. Narciso seguia rejeitando todas as belas donzelas que, exatamente por isso, nutriam profunda paixão por ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dia a bela ninfa Eco (a quem Hera condenou a repetir sempre a última palavra proferida pelos outros dada sua necessidade de sempre ter a última palavra nas discussões) avistou Narciso, que caçava nas montanhas, e se encantou por tamanha beleza. Narciso ouvindo o barulho, perguntou: &#8220;Há alguém aqui?&#8221; e Eco respondeu: &#8220;Aqui?&#8221; Então, Narciso, vendo a ninfa correr em sua direção disse: &#8220;Afaste-se. Prefiro morrer a te deixar me possuir&#8221;. Eco fugiu envergonhada e se refugiou para sempre nas cavernas. Suas carnes definharam de tanta tristeza. Por isso, Narciso fora castigado por Nêmesis a ter um amor impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, um dia, enquanto Narciso caminhava próximo a uma fonte clara, por estar exausto, debruçou-se sobre a fonte e avistou a figura mais perfeita que jamais tinha visto. Não pôde se conter e lançou seus braços em direção àquele ser maravilhoso. Nesse instante, o ser sumiu, para depois retornar. Narciso perguntou: &#8220;Porque me rejeitas, bela criatura? Se quando eu sorrio, você sorri? Se não posso te possuir, que pelo menos eu possa mirar para sempre a sua beleza&#8221;. E assim, Narciso ficou por dias, meses e anos a mirar a imagem maravilhosa na água. Esquecendo-se de se alimentar, seu corpo perdeu paulatinamente o vigor e as cores, até morrer. As ninfas choraram o seu triste destino e no lugar em que estava seu corpo sem vida, nasceu uma linda flor amarela de mesmo nome.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Considerações psicanalíticas sobre o mito:</h2>
<p style="text-align: justify;">Sabemos que os mitos gregos transmitem de forma intensa e poética dramas universais humanos. Penso que a palavra grega <em>nárkes </em>já carrega em si mesma um sentido interessante para discutirmos o torpor, o efeito narcótico e hipnótico que a auto-imagem de Narciso (e de todos nós) possuía sobre ele. E é por isso que o sábio Tirésias disse que ele só poderia chegar à velhice se não avistasse a sua imagem. Nesse sentido, o mito de Narciso contêm uma ideia preciosa sobre a vida e o desenvolvimento mental (chegada à velhice): se não abandonamos esta espécie de torpor ou efeito narcotizante que a nossa imagem (o nosso narcisismo) exerce sobre nós, a vida corre perigo. De acordo com Bion, teremos dificuldade de ir do Narcismo para o Socialismo (vínculos, relação com o outro).</p>
<h2 style="text-align: justify;">Eco busca Narciso:</h2>
<p style="text-align: justify;">É interessante também no mito que seja Eco (que usualmente conhecemos pelo som gerado por uma única voz em lugares grandes e vazios, condição frequentemente encontrada em cavernas) a buscar Narciso. Nesse sentido, podemos considerar que Narciso (aquele que está condenado a amar a si mesmo) não pode se relacionar com nada a não ser com seu próprio Eco.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta passagem, é muito interessante quando Eco diz para Narciso se juntar a ela e ele diz: &#8220;Prefiro morrer a te deixar me possuir&#8221;. Ou seja, não há nada mais assustador e terrível para o narcisismo que se deixar possuir por um outro, que não ele mesmo. E, tanto no caso do mito quanto no caso de Dorian Gray, a &#8220;moral da história&#8221; é a mesma: quando a necessidade dos vínculos é negada, quando há um fechamento da libido em si mesmo, negando-se a própria condição de dependência e fragilidade humana, o que resta é a inanição e a morte.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-511" title="Eco e Narciso" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/10056445.jpg" alt="Eco e Narciso" width="276" height="206" /><span style="text-align: justify;">Mas porque assumir a necessidade dos vínculos e a condição de dependência é tão terrível ao narcista? Porque, no caso de Dorian Gray, havia um pacto de amor à própria imagem, que o levou ao enlouquecimento e à morte? Outra questão importante: não haveria dentro de todos nós um estado narcísico (ou pactos narcísicos), que em graus menos ou mais graves, nos levariam à inanição e morte em vida?</span></p>
<h2 style="text-align: justify;">Vínculos e dependência</h2>
<p style="text-align: justify;">Para responder à primeira questão, é necessário recorrer brevemente a algumas das teorias sobre o narcismo. Freud trouxe contribuições importantes para compreender o narcisismo que, segundo ele, seria um momento desenvolvimental vivido pelo bebê, anterior à descoberta do objeto materno. Segundo Freud, a libido (amor, sexualidade vital) pode estar investida ou catexizada em dois &#8220;lugares&#8221;: 1) no próprio corpo (o que configuraria uma libido narcísica); 2) no objeto, no outro (libido objetal). Para ele, no início, o bebê investe toda sua libido em si mesmo vivendo um estado de completa completude e onipotência. Por isso ele chama o bebê de &#8220;sua majestade&#8221;. Aos poucos, este bebê vai descobrindo a necessidade do objeto (leite, afeto materno) e passa a investir sua libido em seu primeiro objeto de amor: a mãe.</p>
<p style="text-align: justify;">Winnicott contribuiu ainda mais com esta compreensão do narcisismo quando disse que, na condição de uma necessidade absoluta do ambiente e de fragilidade física e mental, o bebê precisa que a mãe vá apresentando a ele o mundo em pequenas doses. Por isso, nos primeiros meses de vida, o bebê precisa achar que é ele que cria tudo: o leite, o mundo. É o que ele chama de momento de ilusão. Se a mãe não é sensível o suficiente para tolerar este estado precário do bebê e apresentar a ele o mundo em pequenas doses (porque aqui ele ainda não tem condições de compreender, por exemplo, o que é o tempo e o espaço do seu corpo), falhas cruciais em seu narcisismo vão permanecer e este indivíduo, mesmo adulto, terá dificuldades para dirigir sua libido ao outro.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns outros autores que discutem o narcisismo, por outro lado, consideram que, muito mais do que falhas ambientais, a organização narcisista da personalidade é gerada por uma intensa ação da pulsão de morte que nega toda a realidade da condição humana: a morte, a precariedade física e mental e a necessidade de dependermos do outro. Segundo tais autores, o narcisista (em graus menos acentuados, todos nós temos uma porção narcisista em nossas personalidades), negariam esta realidade, bem como suas realidades internas (dores, angústias e frustrações).</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-513" title="dorian gray" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/resenha-dorian-gray-0011-300x164.jpg" alt="dorian gray" width="300" height="164" /></p>
<p style="text-align: justify;">Era o que parecia fazer Dorian quando passou a depositar no quadro (duplo dele) todos os aspectos de sua personalidade que não podiam ser tolerados, sonhados e pensados por ele. Esta realidade alucinatória criada por ele obviamente não poderia se manter por muito tempo porque é falsa e contraria totalmente a condição humana finita, limitada e precária. Por isso, o filme mostra a sua paulatina decadência, sofrimento mental e morte.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, seja por falhas ambientais (traumas precoces) vividas pelo bebê, seja por fatores constitucionais que carregam a personalidade com altas doses de pulsão de morte, o fato é que o narcisismo, tal como mito mostra tão bem, por negar a dependência e a importância dos vínculos, remete o sujeito à inanição mental e à morte.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O narcisismo nosso de cada dia:</h2>
<p style="text-align: justify;">Levantei uma outra questão intrigante no texto: o narcisismo é um estado patológico ou uma vivência presente (e necessária também) para a manutenção da vida de todos nós? E, se o narcisismo é necessário, quando é que ele começa a ser mortífero e perigoso à vida?</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é uma questão difícil. André Green, importante autor psicanalítico contemporâneo, assevera ser necessário discriminarmos o que é narcisismo de vida e narcisismo de morte.</p>
<p style="text-align: justify;">Narcisismo de vida, conforme eu compreendo, é tudo aquilo que nos mantêm em contato conosco, com a nossa auto-estima, com o respeito necessário que temos que ter para conosco, para com as nossas ideias, com o nosso corpo e mente. Alimentar-se bem, exercitar-se com regularidade, amar as próprias ideias e criações, embora também sendo capaz de aceitar e conter o diferente&#8230;tudo isso a meu ver é narcisismo de vida e absolutamente crucial para não nos perdermos no outro.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o narcisismo de morte estaria ligado à uma excessiva e desmedida preocupação consigo mesmo a ponto de nos esquecermos da existência e necessidades do outro que está ao nosso lado bem como o ódio à nossa condição de dependência e finitude. Estas vivências patológicas e intensas, muito presentes em patologias atuais, tais como, os transtornos de personalidade, são muito danosas ao desenvolvimento porque matam qualquer possibilidade de que o sujeito se abra para os vínculos e para o reconhecimento de suas falhas e limitações.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Dorian Gray e Narciso:</h2>
<p style="text-align: justify;">Tanto no caso de Dorian Gray quanto de Narciso o que estava presente era o narcisismo de morte. O que regia suas personalidades era um absoluto ódio diante da condição humana, a arrogância diante do outro e a onipotência. Ressalto que no caso de Dorian Gray, em um dos momentos dramáticos do filme, quando ele mata um de seus melhores amigos, ele parte em uma viagem e envia cartas a um conhecido dizendo que ele era um Deus. Trata-se de um estado delirante e psicótico em que as delimitações entre a realidade e as fantasias ficam borradas, impedindo cada vez mais o sujeito de tolerar suas percepções externas e internas.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Narcisismo e cultura:</h2>
<p>Para finalizar, gostaria de situar que, apesar da obra de Oscar Wilde ter sido escrita em 1890, esta é uma temática ainda muito atual e considero que permanecerá sendo enquanto houver humanos sobre a terra.</p>
<p>Particularmente hoje em dia, pelo fato de vivermos um momento histórico em que as pessoas toleram pouco suas frustrações e condição humana, a temática do narcisismo nunca foi mais atual.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Palestra em Psicanálise promovida pelo Instituto de Estudos Freudianos (IEP) e Barão de Mauá</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 22:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grupos de estudo e eventos psicanalíticos]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Barão de Mauá]]></category>
		<category><![CDATA[Evento]]></category>
		<category><![CDATA[IEP]]></category>
		<category><![CDATA[inconsciente]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>

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		<description><![CDATA[No próximo dia 05 de maio (sábado) acontecerá no Centro Universitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto, o evento &#8220;A clínica psicanalítica  - sobre o funcionamento do inconsciente&#8221; promovido pelo Instituto de Estudos Freudianos &#8211; IEF. Elaborado em parceria com o Centro Universitário, o evento terá como propósito discutir e refletir sobre o inconsciente freudiano [...]<h4>Nenhum post relacionado </h4>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-519" title="evento psicanálise IEP Barão de Mauá" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/cartaz-evento-inconsciente-maio-2012-maua-email-256x300.jpg" alt="evento psicanálise IEP Barão de Mauá" width="256" height="300" />No próximo <strong>dia 05 de maio (sábado)</strong> acontecerá no Centro Universitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto, o evento &#8220;A clínica psicanalítica  - sobre o funcionamento do inconsciente&#8221; promovido pelo Instituto de Estudos Freudianos &#8211; IEF.</p>
<p><span id="more-518"></span></p>
<p>Elaborado em parceria com o Centro Universitário, o evento terá como propósito discutir e refletir sobre o inconsciente freudiano e compreender sua aplicabilidade na <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br" target="_blank">clínica</a> freudiana atual.</p>
<p>Os palestrantes serão o psicólogo Guilherme Caserta e Carlos H. Barros e Silva.</p>
<p>O evento será gratuito e terá início às 8:30 horas.</p>
<p>As inscrições serão feitas no local.</p>
<p>Não percam!</p>
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		<title>Evento &#8220;Transformações&#8221; em Ribeirão Preto</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2012 20:27:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grupos de estudo e eventos psicanalíticos]]></category>
		<category><![CDATA[Evento]]></category>
		<category><![CDATA[James Grotstein]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Ribeirão Preto]]></category>
		<category><![CDATA[UNIP]]></category>

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		<description><![CDATA[Evento Psicanalítico em Ribeirão Preto<h4>Nenhum post relacionado </h4>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-494" title="Evento &quot;Transformações&quot; em Ribeirão Preto" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/cartaz_343-300x297.jpg" alt="Evento &quot;Transformações&quot; em Ribeirão Preto" width="300" height="297" /> Já estão abertas as inscrições para o Evento &#8220;Transformações&#8221; promovido pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto, que aconterá nos dias 15 e 16 de junho.</p>
<h2>Proposta:</h2>
<p>A proposta deste evento é a de prestar homenagens à James Grotstein, importante autor psicanalítico contemporâneo que, inclusive, apresentará uma fala no evento através de Vídeo Conferência (com tradução simultânea).</p>
<p><span id="more-493"></span></p>
<p>Grotstein é analista e atualmente atua como professor de Psiquiatria na Escola de Medicina da Universidade da Califórnia e supervisor no Instituto de Psicanálise de Los Angeles e no The Psychoanalytical Center (Califórnia). Uma de suas obras mais conhecidas aqui no Brasil é o livro &#8220;O buraco negro&#8221; publicado em 1999.</p>
<h2>Outras participações:</h2>
<p>Além da participação especial de Grostein, estarão presentes no evento Arnaldo Chuster (SPRJ); Célia Fix Korbivcher (SBPSP); Renato Trachtenberg (SBPdePA) e Júlio Frochtengarten (SBPSP).</p>
<h2>Inscrições:</h2>
<h2><a href="http://www.sbprp.org.br/sbprp/passo1.asp">http://www.sbprp.org.br/sbprp/passo1.asp</a></h2>
<h2>Valores:</h2>
<p>I Estudantes: R$120,00 I Membros Filiados: R$150,00 I Profissionais e Membros da FEBRAPSI: R$180,00</p>
<p>(ou em duas parcelas: 15/05 e 08/06)</p>
<h2>Local:</h2>
<p>Anfiteatro Principal do bloco C da <strong>UNIP</strong></p>
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		<title>Comentários sobre o filme &#8220;Shame&#8221;</title>
		<link>http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/reflexoes-sobre-o-quotidiano/comentarios-sobre-o-filme-shame</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 17:14:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões sobre o quotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentários sobre o filme "Shame" de Steve McQueen.<h4>Nenhum post relacionado </h4>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-489" title="224600" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/224600.jpg" alt="" width="135" height="190" />No final de semana passado corri ao cinema para assistir &#8220;Shame&#8221; (vergonha em português), com direção de Steve McQueen.</p>
<p>Trata-se de um filme denso e angustiante, na medida em que se propõe a retratar, com muita sensibilidade e estilo poético, a condição de extrema solidão de Bradon (Michael Fassbender), um homem bem sucedido de Nova York, viciado em sexo.</p>
<h2>Isolamento e angústia:</h2>
<p>Gostaria de começar meus comentários chamando a atenção para o clima emocional que, a meu ver,  permeia o filme do início ao fim. Grande parte das cenas são filmadas em prédios hermeticamente fechados, com vidros transparentes. Tanto a casa de Bradon quanto o seu escritório são assim: caixas de vidro que me remeteram à uma insuportável sensação de sufocamento. Também associei estes cômodos / caixas de vidro à vitrines, na medida em que tudo fica exposto para o mundo exterior, mas nada pode ser de fato conhecido intimamente porque há barreiras intransponíveis entre o interno e o externo.</p>
<p><span id="more-488"></span></p>
<p>Da mesma forma que o sexo (há algumas cenas que mostram casais tendo relações sexuais que poderiam ser vistas pelas pessoas na rua) passa a ser vivenciado como uma mercadoria exposta na vitrine e que tem como único propósito o alívio de angústias impensáveis. Penso que esta é uma contradição típica do nosso momento histórico: apesar da exposição que vivemos na Internet onde tudo pode ser absolutamente exposto, intimidade e encontro fértil com o outro são temidos.</p>
<p>Desta forma, acredito que o filme retrata, sobretudo, uma das contradições do homem contemporâneo entre sua imagem pública de pessoa poderosa e bem-sucedida contraposta à sua vivência privada, que é de extrema solidão e isolamento.</p>
<p>Outro impacto que senti, remete à outra questão que gostaria de discutir: apesar de haver durante todo o filme várias cenas de sexo, as mesmas expressavam, pelo menos a me ver, uma profunda dor e desamparo psíquico. Eram cenas angustiantes e não excitantes.</p>
<h2>Mas porque todas estas cenas de sexo explícito não provocam excitação e sim angústia?</h2>
<p>Acredito que isso ocorria pela função que o sexo tinha na vida de Bradon, que parecia recorrer à uma excitação sensorial visando evacuar angústias primitivas intensas.</p>
<p>Conforme assevera Bion em seu livro &#8220;Estudos Psicanalíticos Revisados&#8221;, diante da impossibilidade de se sonhar algumas experiências catastróficas, o indivíduo busca atividades sensoriais que visam evacuar suas angústias (que ele chama de elementos beta), algo que parecia ocorrer no caso do personagem.</p>
<p>Desta forma, a excitação sexual não era vivenciada como um encontro verdadeiro e afetivo com as mulheres com as quais se relacionava, mas como atividades masturbatórias capazes de aliviar sua angústia. Ressalta-se que no momento em que ele começa a se interessar verdadeiramente por uma mulher, ele não consegue ter ereção, provavelmente porque a penetração afetiva fosse demais para ele suportar.</p>
<h2>Vínculo incestuoso:</h2>
<p>Há um outro elemento a ser considerado no filme: Bradon tinha uma irmã suicida e extremamente perturbada que fazia manobras para excitá-lo e invadi-lo com sua sexualidade infantil e perversa. Desta forma, o filme mostra que havia presente ali o perigo do incesto e a concretização de uma relação sexual entre ele a irmã.</p>
<p>Uma das hipóteses que é possível aventar, neste caso, é que, pelo medo de concretizar seus desejos incestuosos com a irmã, Bradon necessitava anestesiar-se em relações masturbatórias e sensoriais com mulheres que não podiam ter qualquer significado emocional para ele, única saída possível para se evadir da concretização do incesto.</p>
<p>Há, nesse sentido, cenas particularmente angustiantes e que remetem à ausência de barreiras e de limites entre ele e sua irmã: 1) sua irmã invade o seu apartamento e ele a vê nua em seu banheiro; 2) ela tem uma relação sexual com o chefe do irmão em sua cama, algo que certamente desperta em Bradon desejos incestuosos e assassinos. Nesta cena, Bradon, intoxicado com a atuação da irmã, necessita correr por horas a fio para evacuar tamanha angústia; 3) Sua irmã vai durante a madrugada se deitar com ele na cama.</p>
<p>Em um dos momentos mais angustiantes do filme, Bradon pede para ela vá embora de seu apartamento e ela diz a ele que não há do que eles se envergonharem, o penso ser sua alusão ao intenso vínculo incestuoso que os ligava. Bradon neste momento é firme e ela parte, mas logo em seguida, descobre que ela tentou suicídio. Moral da história: tentativas de se evadir do vínculo incestuoso levam à morte e à ataques violentos e suicidas.</p>
<p>A partir deste momento Bradon vive o que eu chamaria de uma completa despersonalização e fragmentação: vai à uma boate gay e encontra-se com homens na arena homossexual, conforme descreve Bollas. Este autor psicanalítico muito interessante, afirma que o mundo promíscuo das boates gays costuma ser buscado como uma tentativa desesperada de apagamento e morte psíquica, algo que penso ter motivado Bradon naquele instante.</p>
<p>Diante da impossibilidade de fugir ao aprisionamento incestuoso, Bradon se despersonaliza e busca na arena homossexual o apagamento de si mesmo.</p>
<p>O filme termina sem qualquer possibilidade de esperança: Bradon mistura-se à corpos despersonalizados: bundas, peitos, pênis &#8211; objetos parciais (ou bizarros, nos dizeres de Bion), afogando-se completamente em vivências psicóticas e despersonalizantes.</p>
<p>Desta forma, creio que o filme retrata com maestria (da mesma forma que o Cisne Negro conseguiu retratar) o angustiante processo de enlouquecimento ou, como diria Bion, quando as partes psicóticas da mente se sobrepujam às não psicóticas, tomando conta da personalidade do sujeito quase por inteiro.</p>
<h2>Vergonha:</h2>
<p>Para finalizar, acho que a escolha do título também merece algum destaque. Vi alguns comentários sobre o filme que enfatizavam aspectos culturais e sociais da sexualidade, particularmente, a americana.</p>
<p>Discutia-se o fato de os EUA ser uma nação que lida muito mal com a sexualidade por ser uma sociedade extremamente reprimida. Segundo os críticos, é exatamente pela intensa repressão sexual vivenciada pelos americanos que a conduta sexual individual passou a ser medicalizada e patologizada, exatamente como Foucault já havia chamado atenção. Desta forma, o título &#8220;Vergonha&#8221; remeteria à uma relação sempre culposa e culpada que os homens, particularmente os americanos, manteriam com o sexo.</p>
<p>Acho que esta é uma via de discussão interessante. Entretanto, na minha escrita, tentei priorizar um olhar psicanalítico sobre o grande sofrimento mental apresentado pelo protagonista. Desta forma, sem pretender cair em discussões moralizantes sobre o sexo, não posso deixar de considerar que, tal como Freud já havia sinalizado, a vivência sexual para ser prazerosa e estar à serviço da vida deve vir atrelada à possibilidade de o sujeito vivenciar relações afetivas e construir laços de intimidade com o objeto.</p>
<p>No caso do protagonista, o mesmo parecia incapaz de obter um prazer sexual (e genital) em suas relações. Ao contrário, o ato sexual era buscado como uma forma alucinatória de evacuar angústias intoleráveis, fazendo com que o mesmo ficasse impedido de manter vínculos amorosos em sua vida.</p>
<p>O que você achou desta discussão?</p>
<p>Participe e envie seus comentários sobre o filme.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Inscrições abertas para o curso de Pós-Graduação em Psicoterapia Psicanalítica da Barão de Mauá</title>
		<link>http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/grupos-de-estudo-e-eventos-psicanaliticos/inscricoes-abertas-para-o-curso-de-pos-graduacao-em-psicoterapia-psicanalitica-da-barao-de-maua</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 14:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grupos de estudo e eventos psicanalíticos]]></category>

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		<description><![CDATA[Estão abertas as inscrições para o curso de Pós-Graduação em Psicoterapia Psicanalítica, oferecido pelo Centro Universitário Barão de Mauá &#8211; RP. Proposta do curso: A proposta do curso é muito interessante porque, além de oferecer ao aluno o título de especialista, o mesmo conta, em  seu corpo docente, com psicanalistas da Sociedade Brasileira de Psicanálise [...]<h4>Nenhum post relacionado </h4>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estão abertas as inscrições para o curso de <a href="http://http://www.baraodemaua.br/especializacao/detalhar.php?iCodigoCurso=55">Pós-Graduação em Psicoterapia Psicanalítica</a>, oferecido pelo Centro Universitário Barão de Mauá &#8211; RP.</p>
<h2><strong>Proposta do curso:</strong></h2>
<p>A proposta do curso é muito interessante porque, além de oferecer ao aluno o título de especialista, o mesmo conta, em  seu corpo docente, com psicanalistas da <a href="http://http://www.sbprp.org.br/sbprp/">Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto</a>.</p>
<p><span id="more-456"></span></p>
<p>Ocurso se divide em módulos teóricos e práticos, ou seja, todo aluno deverá passar por supervisões clínicas, além de elaborar uma monografia ao final do curso. Ou seja, o aluno terá contato com as principais correntes teóricas da Psicanálise bem como terá módulos referentes ao atendimento de crianças, adolescentes e adultos. Além disso, será supervisionado pelos psicanalistas docentes do curso.</p>
<p><img class="size-full wp-image-467 alignleft" style="border-style: initial; border-color: initial; border-image: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="especialização psicanalise em ribeirão preto" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/especialização-psicanalise-em-ribeirão-preto-.jpg" alt="especialização psicanalise em ribeirão preto" width="246" height="141" /></p>
<h2>Pré-requisitos para inscrição:</h2>
<p>Podem se inscrever para este curso de especialização médicos e psicólogos recém-formados ou já no exercício da profissão.</p>
<h2>Desconto nas mensalidades:</h2>
<p>E atenção: para aqueles que se matricularem entre o dia 26 e 31 de março haverá um desconto de 30% na primeira mensalidade. Caso haja um grupo de seis pessoas matriculadas, todos ganharão desconto de 15% em todas as mensalidades do curso.</p>
<h2>Duração e horário das aulas:</h2>
<p>O curso tem duração de 18 meses e há duas opções de aulas: terças e quintas das 19:00 às 22:30 horas ou sábados das 8:30 às 17:00 horas.</p>
<h2>Inscrições:</h2>
<p>Para se inscrever, envie um e-mail para  <strong><a href="mailto:scpauli@ig.com.br">scpauli@ig.com.br</a>.</strong></p>
<p>Não percam esta oportunidade.</p>
<p>Ana Laura Moraes Martinez</p>
<p>Psicóloga clínica / Professora Doutora</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Não percam!  Simpósio: &#8220;Psicanálise e Universidade&#8221;</title>
		<link>http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/atendimento-clinico/nao-percam-simposio-psicanalise-e-universidade</link>
		<comments>http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/atendimento-clinico/nao-percam-simposio-psicanalise-e-universidade#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 13:37:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atendimento Clínico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/?p=478</guid>
		<description><![CDATA[Simpósio "Psicanálise e Universidade: Clínica Contemporânea, Formação Profissional e Pesquisa"<h4>Nenhum post relacionado </h4>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-480" title="cartaz_344" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/cartaz_3441.jpg" alt="" width="300" height="300" />Já estão abertas as<a href="http://http://www.sbprp.org.br/sbprp/passo1.asp"> inscrições</a> para o Simpósio &#8220;Psicanálise e Universidade - Clínica Contemporânea, Formação Profissional e Pesquisa&#8221; promovido em parceria entre a<a href="http://http://www.sbprp.org.br/sbprp/"> SBPRP</a>, a FFCLRP-USP e o HC-FMRP-USP.</p>
<p><span id="more-478"></span></p>
<h2> Objetivos do Simpósio:</h2>
<p>O evento terá como propósito discutir as interfaces entre a Psicanálise e a Universidade enfocando particularmente a formação profissional do estudante, sua prática clínica e as possibilidades de Pesquisa em Psicanálise no cenário universitário.</p>
<h2>Data:</h2>
<p>26 de maio de 2012 a partir das 8:00 horas.</p>
<h2>Local:</h2>
<p>Anfiteatro do Hemocentro do HC-FMRP-USP.</p>
<h2>Valor da inscrição:</h2>
<p>Até 11/05 com inscrições pelo site da SBPRP: <strong>I Estudantes: </strong>R$50,00<strong> I Residentes, aprimorandos e pós-graduandos: </strong>R$60,00 <strong>I Profissionais: </strong>R$70,00</p>
<p>A partir de 12/05 com inscrições somente na secretária da SBPRP:  <strong>I Estudantes: </strong>R$60,00<strong> I Residentes, aprimorandos e pós-graduandos: </strong>R$70,00 <strong>I Profissionais: </strong>R$80,00</p>
<h2>Programação completa: clique <a href="http://http://www.sbprp.org.br/sbprp/images/online/programacao_344.pdf">aqui</a></h2>
<h2></h2>
<p>&nbsp;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Comemorações: Vencedora do Top of Mind 2011 &#8211; Ribeirão Preto</title>
		<link>http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/reflexoes-sobre-o-quotidiano/comemoracoes-vencedora-do-top-of-mind-2011-ribeirao-preto</link>
		<comments>http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/reflexoes-sobre-o-quotidiano/comemoracoes-vencedora-do-top-of-mind-2011-ribeirao-preto#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 20:28:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões sobre o quotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana passada fui surpreendida com uma ligação que me deixou bastante feliz (e, confesso que inicialmente desconfiada). Fui informada pela agência que realiza a pesquisa Top of Mind em Ribeirão Preto e região de que eu havia ficado em primeiro lugar na categoria Psicólogos da cidade. Para quem não conhece este sistema de ranqueamento [...]<h4>Nenhum post relacionado </h4>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-451" title="top of mind" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/top-of-mind.jpg" alt="" width="245" height="182" />Na semana passada fui surpreendida com uma ligação que me deixou bastante feliz (e, confesso que inicialmente desconfiada).</p>
<p>Fui informada pela agência que realiza a pesquisa Top of Mind em Ribeirão Preto e região de que eu havia ficado em primeiro lugar na categoria Psicólogos da cidade.</p>
<p>Para quem não conhece este sistema de ranqueamento do Top of Mind aqui vai uma explicação: eles selecionam pessoas com determinado perfil social (no caso desta pesquisa, pessoas que ganham mais de dez mil reais por mês) e perguntam a ela qual profissional vem em sua mente quando se fala de um psicólogo sem oferecer nenhum estímulo, ou seja, sem dar opções de nomes.</p>
<p><span id="more-450"></span></p>
<p>No caso desta categoria específica, 23% das pessoas entrevistadas citaram o meu nome ou o meu site, o que significa que o meu trabalho tem sido fortemente reconhecido na cidade de Ribeirão Preto e região.</p>
<p>Inicialmente, como disse antes,  fiquei desconfiada e fui logo dizendo à moça que não queria comprar nada, nenhum tipo de publicidade (é incrível como, infelizmente, vamos ficando defendidos e desconfiados já que eu recebo vários telefonemas e e-mails de pessoas tentando me empurrar coisas para comprar).</p>
<p>Mas depois que finalmente consegui compreender do que se tratava, fiquei  feliz por saber que o meu trabalho tem sido reconhecido na minha cidade.</p>
<p>Acho que esta pesquisa comprova, de alguma forma, uma espécie de teoria que eu tenho sobre os ingredientes que levam ao verdadeiro sucesso profissional:</p>
<ul>
<li>trabalhe em algo pelo qual você seja realmente apaixonado e nem vai sentir que está trabalhando</li>
<li>não se preocupe com os resultados. Vá fazendo o seu ofício, cuidando do seu jardim sem se preocupar muito com onde quer chegar (acho que isso tem tudo a ver com a premissa de Bion de trabalharmos &#8220;sem memória e sem desejo&#8221;)</li>
<li>o reconhecimento e o crescimento financeiro são recompensas pelo ofício desenvolvido com paixão</li>
<li>cuidado com as armadilhas do caminho: ganância excessiva, sedução pelo poder e pelo status, arrogância e extrema necessidade de aparecer (é claro que um pouco disso tudo é necessário e todos nós temos)</li>
<li>lembrar sempre a si mesmo que os verdadeiros prazeres da vida estão nas pequenas coisa</li>
</ul>
<p>Bem, esta premiação me trouxe todas estas reflexões de presente. Espero que ajude a vocês a refletirem sobre se tem trabalhado e vivido com paixão.</p>
<p>E se vocês prontamente reponderem a vocês mesmos que não, que a vida tem sido pesada, que trabalhar tem sido penoso, acho que é hora de rever com coragem as suas escolhas.</p>
<p>Abraços</p>
<p>Ana Laura Moraes Martinez</p>
<p>Psicóloga clínica / Professora Doutora</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Comentários sobre o filme &#8220;The dangerous method&#8221; (O método perigoso)</title>
		<link>http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/atendimento-clinico/comentarios-sobre-o-filme-the-dangerous-method-o-metodo-perigoso</link>
		<comments>http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/atendimento-clinico/comentarios-sobre-o-filme-the-dangerous-method-o-metodo-perigoso#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 17:56:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atendimento Clínico]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem assisti ao filme &#8220;The dangerous method&#8221; que estreou nos EUA em meados de 2011. Trata-se de um drama que pretende apresentar ao telespectador alguns momentos da turbulenta vida de Carl Gustav Jung (interpretado por Michael Fassbender), sua relação amorosa mantida com sua paciente Sabina Spielrein (Keira Knigthley) e a turbulenta e intensa relação com [...]<h4>Nenhum post relacionado </h4>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem assisti ao filme &#8220;The dangerous method&#8221; que estreou nos EUA em meados de 2011.</p>
<p>Trata-se de um drama que pretende apresentar ao telespectador alguns momentos da turbulenta vida de Carl Gustav Jung (interpretado por Michael Fassbender), sua relação amorosa mantida com sua paciente Sabina Spielrein (Keira Knigthley) e a turbulenta e intensa relação com o seu mestre Sigmund Freud (Viggo Mortensen).</p>
<p><span id="more-444"></span></p>
<p>O filme é bem fiel aos acontecimentos e aos fatos ocorridos: retrata o encantamento mútuo de <a href="http://http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">Freud</a> e de Jung quando se encontraram pela primeira vez (encontro que durou treze horas de conversa ininterrupta) bem como o método &#8220;criado&#8221; por Jung no Hospital Burgholzli dirigido por Bleuler denominado pelo último de método de associação verbal  (solicita-se ao paciente que diga em qual palavra pensou ao ouvir o estímulo sonoro de uma palavra, por exemplo, casa). Foi este método que o levou à <a href="http://http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">Psicanálise</a>.</p>
<p>Apesar disso, surpreendentemente ao final do filme, o diretor descreve Jung como &#8220;o maior psicólogo do mundo&#8221;, algo que é no mínimo curioso, pois retira de Freud todos os créditos por ter, ele próprio, sido o grande autor e &#8220;descobridor&#8221; de uma das formas mais revolucionárias de pensar a mente humana!</p>
<h1>O encontro de Jung com Freud e suas divergências</h1>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-445" title="Jung" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/Jung.bmp" alt="" />Em 1906 Jung enviou ao Freud os seus estudos diagnósticos de associação, que dariam origem a um longo tempo de correspondência entre eles (ao todo foram 359 cartas trocadas!). Só que desde o início Jung não concordava com todos os preceitos freudianos, particularmente o postulado freudiano central de que era a sexualidade infantil que produzia as neuroses.</p>
<p>Além disso, Jung  era inclinado ao espiritismo e às forças ocultas, algo que Freud desconsiderava completamente por não fazer parte dos ditames da Ciência.</p>
<p>No caso de Freud (e isso fica bem retratado no filme), o encantamento por Jung (e até mesmo uma certa idealização deste no início) se deu porque Freud via nele a possibilidade de retirar a Psicanálise do gueto judeu. Ele era, portanto, tido como um filho que seria responsável por disseminar a Psicanálise fora do âmbito vienense.</p>
<p>Entre 1907 e 1909 Jung assume a causa Psicanalítica e funda a Sociedade Sigmund Freud de Zurique. Além disso, neste período, ele atendeu o conturbado paciente Otto Gross, viveu a intensa paixão pela sua paciente Sabina e acompanhou Freud em sua viagem aos EUA, períodos que são retratados no filme com alta dosagem dramática.</p>
<h1>O círculo de Viena</h1>
<p>Desde 1907 Freud passou a se reunir nas reuniões de quarta-feira com Jung, Ferenczi, Abraham, Rank, Sachs, Adler e Steckel formando o conhecido Círculo de Viena. Neste grupo, que se reunia todas as quartas-feiras na sala de espera do consultório do Freud, discutiam-se as ideias nascentes da Psicanálise de forma calorosa e estimulante.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-446" title="círculo de Viena" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/círculo-de-Viena.bmp" alt="" /></p>
<h1></h1>
<h1> O rompimento entre eles</h1>
<p>Só que em 1912 o conflito entre eles se evidencia com a publicação de &#8220;Metamorfoses da alma e seus símbolos&#8221;, livro em que Jung desconsidera completamente a teoria da libido de Freud. Mas, a &#8220;gota d´água&#8221; foi mesmo o fato de que Freud não ter passado na residência de Jung ao visitar Ludwing Binswanger, operado de um tumor maligno (a residência de Jung ficava a somente cinquenta quilômetros da de Ludwing). Jung interpretou isso como uma ofensa e a relação entre eles se tornou cada vez mais tensa.</p>
<p>Seu rompimento com Freud culminou na criação de sua psicologia analítica, pretendendo com esta denominação sublinhar que a psique não tinha nenhum substrato biológico (como pensava Freud). Mas foi sobretudo com a criação do conceito de arquétipo que Jung se afastou para sempre das concepções freudianas.</p>
<h1>Sabina Spielrein</h1>
<p>Já Sabina Spielrein permaneceu muito tempo esquecida na história da Psicanálise. Esta psicanalista russa, responsável pela elaboração da noção da pulsão destrutiva e sádica, envolveu-se como paciente com Jung conhecendo na pele o princípio da transferência.</p>
<p>Nesse sentido, apesar do título do filme ter um apelo um tanto quanto dramático (&#8220;O método perigoso&#8221;) penso que ele traz à tona uma discussão central à <a href="http://http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">Psicanálise</a>: quando o terapeuta fica envolvido nas tramas da repetição transferencial do paciente sem poder pensá-las. No caso de Sabina, Jung não foi capaz de ligar os seus sentimentos revoltosos e apaixonados mantidos por ele com a sua experiência apaixonada / traumática vivenciada com seu pai na infância. Desta forma, Jung não foi capaz de ajudá-la a transformar esta repetição transferencial, embora Freud o tenha alertado várias vezes sobre isso.</p>
<h1>Afinal, o método psicanalítico é perigoso? Pra quem?</h1>
<p>Então, de fato, o método psicanalítico é perigoso? Eu diria num certo sentido sim, pois, é inegável que o analista irá lidar com as forças altamente explosivas / sedutoras da sexualidade infantil (edípica e narcísica) do paciente. E com as suas próprias! Vale lembrar que na história da Psicanálise são inúmeros os casos de analistas que se envolveram com suas pacientes, algo que motivou o mestre Freud a escrever artigos como &#8220;Recomendações aos médicos que exercem a Psicanálise&#8221; e &#8220;Sobre o amor transferencial&#8221;, por exemplo.</p>
<p>Assim, apesar do apelo dramático do filme, creio que ele serve bem a este propósito: o de propor um debate sobre como pode ser trágico o desfecho, tanto para o paciente quanto para o analista, quando o último encontra dificuldades para trabalhar com a transferência erótica (sempre infantil) que irá surgir na<a href="http://http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/reflexoes-sobre-o-quotidiano/fe-na-psicanalise"> relação analítica</a>.</p>
<p>Para uma discussão mais pormenorizada sobre o tema, sugiro a leitura de um interessante artigo escrito pelo psicanalista italiano Emanuele Bonasia em que ele argumenta que a Psicanálise, em muitos momentos, deixou de discutir a contratransferência erótica do analista em relação ao seu paciente (em grande parte pelo constrangimento que analistas em formação e já formados podem ter ao apresentarem seus desejos eróticos dirigidos a seus pacientes), algo que, segundo ele, contribuiu para o aumento das atuações nesse sentido por parte dos analistas.</p>
<p>Desta forma, creio que o filme &#8220;O método perigoso&#8221; pode ser uma ferramenta interessante para se discutir quais os perigos implicados no<em> labor</em> analítico para a dupla, pois, já está superada a visão freudiana de que o analista deve servir como um espelho que reflete única e exclusivamente o que mostra o paciente. Esta visão mais confortável e neutra do psicanalista, sentado confortavelmente em sua poltrona atrás do divã, foi sendo substituída paulatinamente na Psicanálise contemporânea por outra, que considera o analista também como um &#8220;animal assustado&#8221; na sala de análise, ou seja, muito mais vulnerável e humano do que pensava Freud.</p>
<p>O que você achou desta discussão? Envie seu comentário&#8230;</p>
<p>Abraços</p>
<p>Ana Laura Moraes Martinez</p>
<p>Psicóloga clínica / Professora Doutora</p>
<p>&nbsp;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Diferenças entre psicoterapia e Psicanálise</title>
		<link>http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/atendimento-clinico/diferencas-entre-psicoterapia-e-psicanalise</link>
		<comments>http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/atendimento-clinico/diferencas-entre-psicoterapia-e-psicanalise#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 12:35:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atendimento Clínico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/?p=435</guid>
		<description><![CDATA[Muitos alunos, pacientes e leigos no assunto me perguntam qual a diferença entre psicoterapia e Psicanálise e eu sempre me vejo com alguma dificuldade para responder de um jeito claro, simples e direto. Em parte esta minha dificuldade (que não é só minha) tem uma razão: atualmente na literatura psicanalítica, apesar de haver muitas discussões [...]<h4>Nenhum post relacionado </h4>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos alunos, pacientes e leigos no assunto me perguntam qual a diferença entre psicoterapia e <a href="http://http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">Psicanálise</a> e eu sempre me vejo com alguma dificuldade para responder de um jeito claro, simples e direto.</p>
<p>Em parte esta minha dificuldade (que não é só minha) tem uma razão: atualmente na literatura psicanalítica, apesar de haver muitas discussões que tentam demarcar diferenças e semelhanças entre psicoterapia e Psicanálise, tudo indica que não há grandes conclusões sobre isso, conforme sublinha <a href="http://http://febrapsi.org.br/resenha.php?texto=resenha_Zimerman">Zimerman</a> em seu livro &#8220;Fundamentos Psicanalíticos&#8221;.</p>
<p><span id="more-435"></span></p>
<p>Mas, vamos tentar clarear um pouco a discussão começando por definir o que é psicoterapia.</p>
<h1>Psicoterapia</h1>
<p>O termo &#8220;genérico&#8221; psicoterapia corresponde a qualquer tratamento realizado com métodos e propósitos psicológicos, independente da abordagem teórica utilizada. Freud inicialmente não fazia distinção entre o uso do termo psicoterapia e Psicanálise.</p>
<h1>Psicanálise</h1>
<p>Já o termo <a href="http://http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">Psicanálise</a> é bem específico em seus significados. Conforme conceituou o próprio Freud em 1923, a Psicanálise é um procedimento de investigação dos processos mentais (inconscientes), um método de tratamento e uma disciplina científica. Ou seja, trata-se de uma &#8220;psicoterapia&#8221; que tem como foco o olhar para os processos inconscientes da mente.</p>
<p>Nesse sentido, o psicanalista  terá como objetivo em seu trabalho conhecer (e ajudar o paciente a conhecer) o seu mundo inconsciente. De qualquer forma, ambos deverão ter passado por um bom &#8220;treino&#8221;, conhecendo eles próprios, seu mundo inconsciente.</p>
<h1>Tentativas de diferenciação</h1>
<p>Há alguns autores que consideram que a psicoterapia é um processo mais focal, que auxilia o paciente a reorganizar seu sistema defensivo, focalizando-se sobretudo no funcionamento egóico do paciente. Por outro lado, eles próprios asseguram que, em muitos momentos, o próprio psicanalista realiza este mesmo tipo de trabalho com o seu paciente no divã.</p>
<p>Outra questão que parece estar ligada a tal diferenciação diz respeito ao <em>setting</em>, ou seja, uso ou não do divã e a frequência de sessões semanais. Argumenta-se que no caso de uma psicoterapia psicanalítica o uso do divã não é obrigatório e a frequência de sessões semanais pode ser reduzida para uma ou duas vezes. Entretanto, tais argumentos também começam a perder sua eficácia na medida em que, diante da mudança do perfil dos pacientes na atualidade, a própria Psicanálise tem sido chamada a problematizar e adaptar o seu <em>setting </em>para acolher estas novas subjetividades.</p>
<p><img class="wp-image-440 alignleft" title="divã" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/divã.bmp" alt="" width="219" height="117" /></p>
<p>Zimerman problematiza esta delicada diferenciação com algumas questões: O que dizer de pacientes que vem uma ou duas vezes por semana e que realiza profundas mudanças psíquicas ao passo que há outros pacientes que realizam uma análise <em>standart</em>, embora o faça sem grandes mudanças psíquicas? Nesse mesmo sentido, uma análise que é feita fora do divã não pode ser considerada Psicanálise?</p>
<p>Nota-se, portanto, que cada vez mais os critérios que definem e diferenciam o que é psicoterapia de orientação psicanalítica e Psicanálise se interpenetram. Nesse sentido, conforme assevera Zimerman, certamente há mais semelhanças entre estes dois processos do que se considerava até então.</p>
<p>No final das contas, podemos considerar que mais importante do que o nome que se dá para o processo é a qualidade do vínculo que se cria na sala de análise entre o terapeuta e seu paciente e sobretudo a figura real do terapeuta (ou analista), com as funções de sua personalidade, estilo próprio e capacidade de continência. Outro fator que se considera fundamental para o &#8220;sucesso&#8221; do processo diz respeito ao que Bion denominou como função psicanalítica da personalidade que está ligada à capacidade (ou não) do paciente de se manter curioso e com uma postura investigativa em relação à sua própria mente, algo que será muito importante para o andamento do processo.</p>
<p>Além disso, também há que se considerar que no desenvolvimento e expansão mental de uma dupla analítica sempre há um fator de difícil explicação e descrição; algo misterioso que faz com que aquela dupla (específica entre aquele terapeuta e aquele paciente) forme um <a href="http://http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/reflexoes-sobre-o-quotidiano/em-busca-de-companhia-para-sonhar-a-dor-de-quem-se-e">par fértil</a>.</p>
<p>Gostou desta discussão? Então participe. Mande suas opiniões sobre este tema.</p>
<p>Ana Laura Moraes Martinez</p>
<p>Psicóloga clínica / Professora Doutora</p>
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		<title>Fé na Psicanálise</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 20:09:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões sobre o quotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje resolvi escrever um texto sobre a importância de termos &#8220;fé na Psicanálise&#8221;. Este é um tema recorrente no meio psicanalítico em que se discute a crise da Psicanálise, diante do momento  histórico / cultural atual (muito diferente do vivenciado por Freud). Lembro a vocês que crise não é algo necessariamente ruim já que, é [...]<h4>Nenhum post relacionado </h4>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje resolvi escrever um texto sobre a importância de termos <span style="text-decoration: underline;">&#8220;fé na Psicanálise&#8221;.</span></p>
<p>Este é um tema recorrente no meio psicanalítico em que se discute a crise da Psicanálise, diante do momento  histórico / cultural atual (muito diferente do vivenciado por Freud). Lembro a vocês que crise não é algo necessariamente ruim já que, é no momento de crise que  ressignificamos nosso modo de compreender o jeito habitual de fazer as coisas.</p>
<p>No caso da <a href="http://http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">Psicanálise</a>, a crise atinge seus pilares mais fundamentais, já que hoje muitos pacientes nos perguntam porque precisam vir duas, três, quatro vezes no consultório e se deitar no divã. E, diante desse universo cultural e social <em>hightech, </em>que resposta convincente daremos a ele?</p>
<h2>Contexto de crise:</h2>
<p>Nesse cenário em que se exige  dos profissionais de saúde mental (psicólogos, psicanalistas, etc.) que eles ofereçam respostas prontas e rápidas, provavelmente porque a dor mental já está tão insuportável que precisa ser rapidamente evacuada e &#8220;não pensada&#8221;?</p>
<p><span id="more-427"></span></p>
<p>Nesse cenário em que profissionais gabaritados que, impedidos de fazer frente ao sistema, começam a atender pacientes em convênios médicos durante meia hora para ganhar quinze reais por sessão?</p>
<p>Como fazer frente a tudo isso sem ficar alienado? Sem ficar coisificado e, ao contrário, preservando a capacidade de pensar e de tolerar manter um certo discurso divergente?</p>
<h1>Saídas possíveis:</h1>
<p>Bem, acho que o primeiro passo é ter fé na Psicanálise. E para isso não vejo outro caminho senão o da análise pessoal, já que sem experimentar em si próprio a eficácia do método não é possível &#8220;vender o peixe&#8221; para ninguém.</p>
<p><img class="alignleft  wp-image-432" title="divã" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/divã.jpg" alt="" width="160" height="125" />   Outra condição necessária para um profissional manter sua mente viva diante desse &#8220;rolo compressor&#8221; é a   capacidade (conquistada através de trabalho interno) de suportar ser diferente ou apresentar um discurso disruptivo / criativo que abra brechas e lacunas de pensamento.</p>
<p>Só desta forma poderemos fazer um trabalho de formiga e ajudarmos os nossos pacientes a compreender que a mente dói e dói muito. Aliás, que a dor da mente é a pior dor que existe porque não tem nome, não tem significado. E é por isso que os nossos pacientes precisam tanto da nossa companhia: para ajudá-los a nomear as dores inomináveis que sentem!</p>
<p>Então, a dica que eu dou para aqueles que estão começando é que lutem pela Psicanálise porque, em última instância, estarão lutando pela verdade das emoções que é o que faz a mente se desenvolver.</p>
<p>O que você achou desta discussão?</p>
<p>Deixe seu comentário aqui.</p>
<p>Ana Laura Moraes Martinez</p>
<p>Psicóloga clínica / Professora Doutora.</p>
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