Hoje resolvi escrever um texto sobre a importância de termos “fé na Psicanálise”.
Este é um tema recorrente no meio psicanalítico, particularmente em um momento histórico e cultural em vivemos hoje já que a Psicanálise vive um momento de crise. Lembro a vocês que crise não é algo necessariamente ruim já que, é no momento de crise que ressignificamos nosso modo de compreender o jeito habitual de fazer as coisas.
No caso da Psicanálise, a crise atinge seus pilares mais fundamentais, já que hoje muitos pacientes nos perguntam porque precisam vir duas, três, quatro vezes no consultório e se deitar no divã. E, diante desse universo cultural e social hightech, que resposta convincente daremos a ele?
Nesse cenário em que se exige dos profissionais de saúde mental (psicólogos, psicanalistas, etc.) que eles ofereçam respostas prontas e rápidas, provavelmente porque a dor mental já está tão insuportável que precisa ser rapidamente evacuada e “não pensada”?
Ontem finalmente consegui assistir ao filme “A pele que habito” do inconfundível Pedro Almodóvar.
Fiz o exercício de assisti-lo sem ficar impregnada dos vários comentários que já havia ouvido antes sobre o filme; muitos deles, negativos. Leia Mais
Um dos trabalho de uma análise consiste na ampliação (ou construção) da capacidade do paciente de sonhar sua realidade, externa e interna, mantendo o que eu chamaria de uma posição de potência diante da vida.
Bion foi o primeiro psicanalista que chamou a atenção para o fato de que Leia Mais
No dia 14/06 fui convidada para participar do Programa TPM, gravado em Ribeirão Preto, com a proposta de discutir o “perfeccionismo”, jargão bastante conhecido do senso-comum. Minha principal preocupação neste momento era conseguir transmitir às pessoas, com uma linguagem acessível, algumas idéias psicanalíticas sobre o tema. Leia Mais
Voltava da análise hoje pela manhã impregnada por um profundo sentimento de beleza e poesia diante da vida que, segundo eu pensava naquele momento, só é possível de ser resgatado dentro de nós pelo encontro com o outro (analista, parceiro amoroso, pais internalizados). Então, tomada destes bons sentimentos internos, comecei a prestar atenção na música que tocava na rádio:era a música chamada “O seu olhar” dos Tribalistas, cujo refrão diz o seguinte: “O seu olhar melhora o meu”.