Tomada a decisão de buscar o auxílio de um psicólogo, a pessoa interessada deve entrar em contato com o profissional (através do telefone do consultório) para agendamento de uma entrevista.
Nesta entrevista, o psicólogo irá conhecer pessoalmente a pessoa interessada no trabalho terapêutico bem como os motivos pelos quais ela busca auxílio. Esta entrevista também é importante no sentido da pessoa tomar um "primeiro contato" com a forma de trabalhar do profissional.
Ao final da entrevista, o psicólogo explicará à pessoa interessada como funciona a psicoterapia e, a partir disso, ela poderá avaliar se realmente deseja iniciar o trabalho.
O contrato de trabalho é feito verbalmente pelo psicólogo ao final da entrevista, uma vez feita a escolha (conjuntamente) pelo início do trabalho. Consiste na explicitação das "regras" do jogo para que a psicoterapia possa ocorrer de forma satisfatória.
Muitas pessoas não sabem, mas, para que um bom trabalho possa ser feito pelo psicólogo são necessárias algumas premissas fundamentais como, por exemplo, a necessidade de que o paciente compareça ao consultório, no mínimo, duas vezes por semana e, no máximo, cinco.
Outras questões que são acertadas no contrato são: dias e horários dos encontros (fixos), valor das sessões, data e forma de pagamento, faltas do paciente, férias do terapeuta e uso do divã.
Definidos os dias e horários dos encontros (que são fixos), as sessões sempre terão duração de cinquenta minutos. Nestas sessões, é solicitado que o paciente se deite no divã e conte ao psicólogo sobre os seus pensamentos.
Está iniciado o processo psicoterápico que, via de regra, dura anos, mas que oferece ganhos permanentes para a personalidade do paciente.
Muitas pessoas questionam sobre os altos valores de um processo psicoterápico e os grandes esforços que ele exige do paciente em termos de tempo e dedicação. Isso é verdadeiro! E esta crítica é ainda mais ferrenha num tempo como o nosso, em que os valores estão tão distorcidos e as pessoas tão alienadas de si mesmas.
E é por isso mesmo que o trabalho se torna preciso e valioso: na medida em que os ganhos que se têm com ele são permanentes, não gastam e não se perdem como qualquer outra coisa que o dinheiro pode comprar.