A Psicanálise é uma teoria da personalidade, um método de psicoterapia e um instrumento de investigação científica conforme descreve Freud sobre seus próprios achados.
Compreende o homem como um ser global e dotado de um inconsciente que atua como uma segunda consciência, completamente alheia à consciência da vida desperta.
Assim, a Psicanálise chama a atenção para o fato de que o homem conhece muito pouco sobre o seu interior.
A psicoterapia, neste sentido, propiciaria um alargamento da consciência sobre si. Conforme define Calligaris:
“Uma psicoterapia é uma experiência que transforma; pode-se sair dela sem o sofrimento do qual a gente se queixava inicialmente, mas ao custo de uma mudança. Na saída, não somos os mesmos sem dor; somos outros, diferentes”.(p.73)
Não podemos falar atualmente da Psicanálise como uma ciência uniforme e uníssona. A partir dos achados de Freud, novos escopos teóricos foram desenvolvidos por autores que deram seguimento às descobertas feitas por Freud.
Alguns dos principais autores que contribuíram para o avanço da Psicanálise foram: Anna Freud, Melanie Klein, Donald Winnicott, Wilfred Bion, dentre outros.
Apesar dessa diversidade teórica, Freud é muito claro ao afirmar que somente aqueles que utilizam os dois pilares fundamentais da sua Psicanálise – os conceitos de transferência e resistência – podem se designar verdadeiramente psicanalista.
CALLIGARIS, Contardo. Cartas ao um jovem terapeuta: reflexões para psicoterapeutas, aspirantes e curiosos. Rio de Janeiro: Alegro, 2004.
ETCHEGOYEN, R. H. Fundamentos da Técnica Psicanalítica. Porto Alegre: Artmed, 2004.
FREUD, S. (1912). Recomendações aos médicos que exercem a Psicanálise. In.:FREUD, S. O Caso Schereber, artigos sobre técnica e outros trabalhos. Rio de Janeiro: Imago, 1911-1913.
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